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fuckyeahannacalvi:

Anna Calvi covers Naughty Girl by Beyoncé on the BBC Live Lounge.

(681 plays)

Mixtape 2011 Tall Buildings Shake

Bem pessoal, ano novo, hora de olhar para trás e ver além dos erros e arrependimentos. 2011 teve bastante coisa boa, e algumas delas estão nessa mixtape.

Sinto que é meu dever dizer que eu não sou dono de nenhuma dessas canções, e meu objetivo é apenas proliferar a música excelente destes artistas.

Aproveitem.

http://www.mediafire.com/?2b9s8qhqfgf938g

the Extraordinary League of 30 Rock
patloika:

Quite possibly my favorite thing that Alex Ross has ever done.

the Extraordinary League of 30 Rock

patloika:

Quite possibly my favorite thing that Alex Ross has ever done.

Preach it, CK.

Preach it, CK.

(Source: with-lasers)

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As sete melhores canções do ano até agora – Parte 1

Bem, como chegamos ao final do mês de junho, usarei os próximos sete dias para falar das minhas canções preferidas dos últimos seis meses, uma por dia. Espero que gostem. Se não, sejam educados na hora de contestar.

Começamos com uma maravilha dos americanos do Smith Westerns, entitulada All Die Young. Canalizando Mott the Hoople e Oasis, os garotos criam um hino que seria digno de adoração durante a era de purpurina, nos anos 70.

(0 plays)

I Wanna Be Yours…

I wanna be your vacuum cleaner
breathing in your dust
I wanna be your Ford Cortina
I will never rust
If you like your coffee hot
let me be your coffee pot
You call the shots
I wanna be yours

I wanna be your raincoat
for those frequent rainy days
I wanna be your dreamboat
when you want to sail away
Let me be your teddy bear
take me with you anywhere
I don’t care
I wanna be yours

I wanna be your electric meter
I will not run out
I wanna be the electric heater
you’ll get cold without
I wanna be your setting lotion
hold your hair in deep devotion
Deep as the deep Atlantic ocean
that’s how deep is my devotion

by John Cooper Clarke

fuckyeahdementia:

Glenn Close

fuckyeahdementia:

Glenn Close

Cortesia de @NandaPopota, uma lição de cavalheirismo

Cortesia de @NandaPopota, uma lição de cavalheirismo

(Source: reddit.com, via nandapopota)

Radiohead – OK Computer (1997)

Bem, chegamos ao último texto dessa retrospectiva do meu tempo no Todo Dia um Disco. E, apropriadamente, terminamos no começo. Aproveitem o que foi meu primeiro texto escrito para o blog.

O Radiohead surgiu para o mundo com a alcunha infeliz de Nirvana-light. Seu primeiro hit, Creep (do disco Pablo Honey, de 1993), mostrava em seu clipe uma banda meio glam, meio grunge, com letras depreciativas e um som bastante melódico. Mas a guitarra de Jonny Greenwood, uma figura ameaçadora no clipe, tirando um som de moto-serra de sua Telecaster, dava o caminho para um caminho muito interessante para a banda. Tendo algo para provar, o Radiohead lançou em 1995 o disco The Bends, gerando os clássicos High and Dry, Just, Street Spirit (Fade Out) e a belíssima Fake Plastic Trees.

O sucesso desse disco ainda assim não foi o suficiente para Thom Yorke e cia. Distopia de fim do século, infelicidade na sociedade consumista e preocupações com perda de humanidade permeiam o disco OK Computer. O disco abre matador com Airbag, um rockão soando como o que sairia de transmissões alienígenas. A letra alude a acidentes de carro, e o tema de acidentes segue na penúltima faixa do disco, Lucky, sobre um acidente de avião, outro clássico do álbum. Por acaso, Lucky foi a primeira faixa gravada do disco, lançada em 1995 na coletânea The Help Album.

Airbag é seguida de Paranoid Android, a faixa mindfuck do disco. Batizada em homenagem ao robô Marvin da série Guia do Mochileiro das Galáxias, são seis minutos de mudanças de andamento, letras psicóticas, solos atonais e muita melodia, tudo inspirado no clássico Happiness Is A Warm Gun, dos Beatles. Seguem Subterrenean Homesick Alien, Exit Music (For a Film) e Karma Police. A primeira é um rock estilo Pink Floyd muito interessante. A segunda é uma balada épica inspirada por Scott Walker, Johnny Cash e Phil Spector, composta inicialmente para a trilha de Romeu+Julieta, de Baz Luhrmann. A terceira é um comentário irônico sobre o mundo da música, utilizando em seus versos a metáfora de zumbido de geladeira usada por Yorke entrevistas para explicar o cenário pop, aplicando o termo até ao seu hit Creep, classificado por ele como um bom zumbido de geladeira.

Uma pequena parada, onde uma voz robótica entona um mantra com as principais características da sociedade consumista do final do milênio. É Fitter Happier, que era a trilha de entrada dos shows da turnê do disco. Na segunda metade, temos rocks como Electioneering e a claustrofobia de Climbing Up The Walls, inspirada pelo tempo em que Thom Yorke trabalhou à noite no almoxarifado de um manicômio. É nesse momento que entra a melhor faixa do disco. Uma das músicas mais belas e tristes da história da música pop, No Surprises é a culminação de todas as neuroses na mente da banda. Um trabalho que te mata aos poucos, um governo que te fode e não liga, a rotina que esmaga sua individualidade. E a liberdade a apenas uma boa dose de monóxido de carbono de distância.

O disco fecha com a jazzy The Tourist, mas a esse ponto já é jogo ganho, com sabor de derrota. O Radiohead fez uma obra que tocou os corações de milhões de pessoas. Seja pelo grau de emoção das músicas, ou até mesmo pela vontade que as pessoas sentem de sentir-se conectadas a algo nesse mundo. O Radiohead é Thom Yorke, Jonny Greenwood, Ed O’Brien, Colin Greenwood e Phil Selway.